Olho Clínico

Este mês apresentamo-vos o caso do Gabriel:

O Gabriel sempre foi um menino diferente. Esquisito, poderíamos dizer. Pouco palrou e nunca olhava olhos nos olhos as pessoas, mesmo as familiares. Em bebé, nunca se riu para ninguém. Nunca fez gracinhas. E, aí pelos oito meses de idade, fazia um movimento muito estranho com a cabeça, como se a estivesse a abanar ou sempre a dizer não. Andou pelos 16 meses e só disse a primeira palavra muito mais tarde, já com quatro anos de idade. Pelos 17 meses de idade, com frequência, fazia um movimento de esvoaçar os braços, sobretudo quando estava excitado. Nunca se interessou verdadeiramente por ninguém, nem pela própria mãe. Mas do que ele gostava, isso sim, era ver a máquina de lavar a roupa a centrifugar. Os pais consultaram um pediatra que lhes disse que o menino tinha autismo. Aos quatro anos de idade, como dito, só dizia uma palavra. E não conseguia fazer um puzzle de encaixe com três peças de formas simples. Construções simples, como o Lego ®, não lhe suscitava qualquer interesse. Não conseguia fazer uma simples torre de três pequenos cubos sobrepostos. Rodava objectos incessantemente. Não olhava para ninguém e passava horas a esvoaçar os braços. Os pais, preocupados, procuraram um Pediatra do Neurodesenvolvimento, que formulou um diagnóstico tão diferente, quanto inesperado ????? Foi submetido a uma intervenção mais dirigida aos problemas identificados e, como resultado, houve ligeira melhorias; mas, genericamente, a intervenção, até ao momento, tem-se revelado decepcionante …

Veja a solução na edição do próximo mês.

Por:

Lia Mano

Interna de Pediatria do Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de D. Estefânia; Coordenador da Área da Mulher, Criança e Adolescente: Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira

Apresentamo-vos a solução do caso do mês anterior, o caso da Telma:

A Telma Sofia, uma bela raparigaça de 7 anos de idade, foi referida à consulta pediátrica por problemas de comportamento e de impulsividade. No seu passado, há a referir uma Perturbação da Linguagem, diagnosticada aos 4 anos de idade por um pediatra neurodesenvolvimentalista. Quanto à gravidez, parto e período peri-natal nada de relevante há a assinalar. Durante os primeiros anos da vida, a Telma Sofia. viveu em casa com os pais. O pai faleceu, vítima de um acidente rodoviário, quando a miúda tinha apenas três anos. Por questões económicas, uns tempos depois, a mãe foi trabalhar para a Alemanha e pediu à sua irmã para cuidar da sua filha por um ano, enquanto ela organizava a sua nova vida. Neste momento, a Telma Sofia vive em casa da tia e frequenta o 1º ano. Tem dificuldades nas aprendizagens e por isto foi levada à consulta pediátrica, onde foi identificado um foco de  preocupação assaz interessante: ??????? Foi, de imediato, promovida a reunião com a sua mãe, na Alemanha, e, como que por milagre, as queixas dissiparam-se …

RESPOSTA:

EDUCAÇÃO LONGE DOS PAIS: CONDIÇÃO QUE PODE SER UM FOCO DE ATENÇÃO CLÍNICA (VER DSM-5)

Por:

Lia Mano

Interna de Pediatria do Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de D. Estefânia; Coordenador da Área da Mulher, Criança e Adolescente: Dr. Gonçalo Cordeiro Ferreira

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